Recomeço Pós-Cirúrgico Rumo À Maratona

 Uma História de Superação

Onde tudo começou...

Olá! Meu nome é Sirlei de Oliveira, tenho 57 anos e, desde pequena, enfrentei desafios que me ensinaram a superar obstáculos. Hoje quero compartilhar como o esporte e o cuidado com a saúde transformaram minha vida.

Cresci numa família humilde, enfrentei a perda precoce do meu pai, vinda de pais analfabetos e agricultores contava com poucos recursos. 

Minha mãe para trabalhar precisou nos deixar em casa de estranhos e com minha duas irmãs crescemos afastadas cada uma vivendo seus medos, abusos e assédios separadamente de nossa mãe e umas das outras. Então eu cresci muito esvaziada de amor e saúde e de segurança. 

Entretanto, as lições dadas pela vida fizeram com que eu aprendesse a valorizar cada conquista e a ser agradecida por tudo que alcançava. Fui amando viver assim pois, a cada dia me sentia mais preenchida do amor que faltava na família. 

Minha vida esportiva é diversificada: fui corredora na adolescência de 4 x100m, joguei vôlei e basquete em competições na escola. 

Tendo as duas irmãs em São Paulo aos 17 anos saí do Paraná e fui para São Paulo juntar-me a ela que lá estavam lutando por uma vida melhor. Minha mãe viúva de meu pai casou-se quando eu tinha 11 anos. E minhas irmãs e eu não nos entendíamos com o padrasto. Por isso, fomos para São Paulo pois, entendíamos que seria um campo de plantio de nosso presente e futuro. 

Aos 20 anos conheci o pai de meus dois filhos, que atualmente são adultos. Sendo que a filha me deu três netos no Canadá. Lugar para onde vou a cada 1,5 anos. Afinal não possuo tantos recursos para viagens mais recorrentes. Mesmo assim já fui a Portugal em 2017; 2018, 2020, 2021, 2023 e 2025 completei minha sexta viagem ao Canadá onde minha filha construiu sua família. 

Essas viagens me motivaram a estudar francês para ter uma melhor comunicação com netos, genro e parentes de meu genro. Como tenho dificuldade com  o franc^res optei por estudar inglês também.

No Brasil, fiz academia de 2009 a 2012; de 2012 a 2019 fui espírita; sendo que em 2010 estava quebrada financeiramente e optei por vender meu apto. e fui morar num local mais distante da academia. Como esse foi um ano de extremos: muito frio no inverno e muito calor no verão, optei por parar a academia. Entretanto, na profissão de massoterapia já apresentava fortes dores no corpo e estava muito desequilibrada emocionalmente. 

Ansiava por um namorado e perdia tempo com isso. Eu me exercitava de forma descomprometida e não tive muito proveito em relação a grande demanda de esforço de minha profissão a adquiri fortes patologias. Em 2016 ganhei uma bike de minha filha e conheci o mundo do ciclismo, jogava vôlei há tempos. Tinha uma moto que vendi e fiquei apenas me deslocando de bike.Porém, foi em 2020 que me vi no fundo do poço em termos de saúde.  Desde epicondilite, artrose, tendinose, bursite no quadril e um músculo arrebentado quando chegou a menopausa com osteopenia e sarcopenia.

 A tristeza pela situação que o mundo vivia pelo Covid19 era o menor dos problemas. Mal tinha tempo de sair de minhas dores, medos e solidão. Todavia, isso se somava à impotência de cura física, emocional e espiritual que pudesse acreditar naquele momento. Mas quando nada temos para nos agarrar buscamos um caminho. Eu sei que Deus jamais nos deixa só. Então eu vi no pilates a saída para a minha cura. Cheguei a investir num aparelho de pilates: Cadillac que me ajudou na recuperação e melhora de minha musculatura.

Mediante toda essa situação continuava com meu ciclismo. Um dia de domingo após minha festa de aniversário de 56 anos caí da bike e quebrei o braço esquerdo. Após cinco meses de recuperação fui para uma academia para recuperar minha perda de músculos do braço acidentado. 

Desde então pratico musculação para fortalecimento do corpo. EM setembro tive a indicação da KAren Movimentação que fez e continua fazendo minhas avaliações e meu treinamento para me aprontar para a vida e para as corridas. Além disso, sou ambientalista, alimento-me a base de plantas e sou doadora frequente de sangue.

Minha história com a corrida aconteceu em 2023 antes de quebrar o braço. Eu pensava que não conseguiria pois, cansava ao subir escada. Comecei correr sem nenhum conhecimento técnico, corria a esmo até ter dor no quadril. Isso dava de 4 a 7km. de Novembro a junho fiquei recuperando-me do braço.

 Em julho de 2024 voltei a correr e em setembro quando conheci minha treinadora Karen fiquei motivada a competir pois ela me avaliou e tive dados acerca de minhas potencialidades e minhas limitações. Assim pudemos focar no que precisava melhorar. 

2023/2024 fiz dois semstres de fisioterapia e em 2024/2025 fiz dois semestres de psicologia. Algo que estudo há muitos anos pois, entendo que saber o funcionamento do corpo e da mente me permite fazer melhores escolhas.

Já na prática de academia, conheci pessoas que corriam, conheci minha treinadora que está comigo desde setembro de 24 e que me avalia periódicamente. Então, eu me inscrevi na primeira corrida de rua oficial que aconteceu em novembro: 30 Corrida pela Vida e peguei o segundo lugar no dia 13 de novembro: com baixo esforço e sem informação. 

Peguei gosto e fui para a segunda corrida também em novembro: POA Day Run que baixei meu pace, mas peguei o terceiro lugar com prova de 5 km e, logo depois em dezembro, corri no POA Night Run: essa fui para dar o máximo e foi bem extenuante, mas fiquei em segundo lugar. Infelizmente, não houve pódio; todavia, meu tempo ficou registrado. 

Já no ano de 2025 tive minha quinta corrida foi na South Summit Run em 13 de abril e em junho fiz a rústica de 5km na Maratona de Poa peguei o segundo lugar com meu melhor pace: 5,31. 

Estava para fazer uma retirada de uma hérnia umbilical dia 17 de junho, e motivada por ver pessoas mais velhas correndo 42km e após uma grande decepção com meu grupo de colegas dos trabalhos da faculdade, resolvi partir no sábado 14 de junho fiz quase 7km e domingo mais 9km: 15,88 ao todo no fim-de-semana anterior a a minha cirurgia. 

Fiz o repouso devido pela cirurgia e voltei a correr no dia 07 de agosto em Montreal: corri quase 7km que me deixaram com um mal estar momentâneo. Voltei ao Brasil e corri pela segunda vez no dia 18 num total de 7,3km com pace menor que o de Montreal; e no dia 21 corri 8km com o mesmo tempo.

 Domingo dia 24 fiz minha corrida rumo ao 10km. Com o término da bateroa logo após os 8 km continuei a corer e devo ter chegado ao quase 10km. Minha ideia é ir aumentando e testando meu corpo com respeito e consciência: sem lesões.

Antes da cirurgia de hérnia umbilical em 17 de junho:

  • 6,88 km no sábado com pace de 7,40
  • 8,89 km no domingo com pace de 6,31 com ótima disposição;

Durante a viagem ao Canadá (26 de junho a 13 de agosto):

 6,8 km em [7,16] de pace e fiquei um pouco indisposta.

De volta ao Brasil, retomei os treinos:

  • 7,3 km com pace de 6,41
  • 8 km com pace de 6,45 com boa disposição

Cada quilômetro é uma vitória de resiliência e disciplina.

“Gratidão por poder movimentar-me, poder respirar e viver plenamente.”


  • “A felicidade é construída com sentido, e não apenas com conquistas.” – Clóvis de Barros Filho
  • “Não é o tempo que nos transforma, mas o que fazemos com ele.” – Cortella
  • “O cérebro humano é capaz de fazer coisas extraordinárias, mas precisa ser estimulado constantemente.” – Miguel Nicolelis


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